Implante ajuda pessoas com paralisia a controlarem Tablet com impulsos nervosos

Um equipamento está ajudando pessoas com paralisia a controlarem tablets sem, obviamente, tocar na tela. Um grupo de pesquisadores da Universidade de Stanford e da Universidade de Brown criou um mecanismo de controle através do córtex motor de três voluntários para a pesquisa, com resultados positivos.

O sistema é chamado de BrainGate 2 e usa um grid de eletrodos que é implantado no córtex motor do paciente, região responsável pelos controle de movimentos. Com isso, tal implante é capaz de captar atividade neural e transformá-la em impulsos eletrônicos decodificados por um tablet.

Os três pacientes, dois rapazes e uma mulher, com paralisia foram, então, instigados a fazerem repetições de pensar que estavam movendo o cursor. Com insistência, eles foram capazes de efetivamente controlar um mouse virtual ligado por Bluetooth ao equipamento. Nos testes, os participantes conseguiram realizar tarefas simples como navegar por sites, checar e enviar e-mails, trocar mensagens e checar outros apps como os de temperatura.

A única participante, de acordo com a pesquisa, conseguiu ir além de dar mais toques de destreza ao movimento. Ela foi atrás de cuidados para tratamento de orquídeas na internet, fez pedidos online de alguns mantimentos e ainda tocou um piano digital. Aos pesquisadores, ela afirmou que o controle se tornou “muito intuitivo” e que parecia uma segunda pessoa para ela.

Outro paciente informou que a liberdade de poder ele mesmo trocar mensagens com amigos o ajudou a dar um “injeção de humor” para seu problema.

Os três participantes da pesquisa foram testados em sete diferentes habilidades, sendo que demoraram entre 15 e 33 minutos para completar tudo. Um resultado considerado “extremamente satisfatório” pelos pesquisadores. Ainda, o relatório mostra que os usuários eram capazes de teclar entre 24 e 30 caracteres por minuto, o que fica ainda mais rápido quando eles usam os mecanismo de previsão de palavras do teclado do Android.

“O desempenho alcançado aqui é alto o suficiente para ser útil para indivíduos incapazes de controlar dispositivos de computador de forma convencional e manual”, conclui a pesquisa. Os participantes foram testados em períodos diferentes após a implantação dos eletrodos, sendo que um foi com quase três anos, e os outros com seis e quatro meses após a pequena cirurgia.

O BrainGate 2 vai continuar a ser desenvolvido pelo time, que agora busca outras formas de conectar a mente humana a outros aparelhos. A pesquisa completa está disponível no site de divulgação científica Plos.

Fonte: Plos.org

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