Ciclistas se reúnem no Marco Zero em ato por mais segurança

Ideia surgiu como forma de protesto após a morte de quatro pessoas apenas no mês de dezembro, vítimas de atropelamento enquanto pedalavam.

Em busca de leis mais rígidas que garantam a proteção da vidade quem usa a bicicleta no trânsito de todo o Estado, cerca de dois mil ciclistas do Recife e da Região Metropolitana se encontraram na manhã deste domingo (13) na praça do Marco Zero, no Bairro do Recife, na área central da Capital. A ideia surgiu como forma de protesto após a morte de quatro pessoas apenas no mês de dezembro, vítimas de atropelamento enquanto pedalavam. 

“Estamos colhendo assinaturas pedindo que sejam realizadas políticas públicas voltadas para os ciclistas, mas também pedimos a conscientização da população para respeitar a vida de quem usa a bicicleta para se locomover”, explicou a ciclista e uma das organizadoras do evento, Fernanda Brisas. 

Com o tema “Em cima da bike vai uma vida”, após a concentração houve uma pedalada por algumas das principais ruas da cidade, que foi finalizada no Palácio do Campo das Princesas, onde o documento com as assinaturas foi entregue a um coronel. Ele explicou que o material será encaminhado à Casa Civil. 

Na praça, homens, mulheres, crianças e muitas bicicletas. Marryson Soares Ferreira, 43 anos, é um dos integrantes do grupo Pedal do Vilão, que reúne famílias inteiras da Vila Tamandaré, no bairro de Areias, na Zona Oeste do Recife, para andar de bicicleta pelo menos três vezes na semana. “Tem grupo voltado só para homens, outros só para mulheres, alguns mistos. Nós formamos um só para famílias, porque diminuímos a velocidade e, assim, crianças podem participar.” 

Como a filha de Marryson, Letícia Ferreira, de apenas oito anos. “Eu amo muito pedalar. O vento batendo na gente, o que a gente vê nos lugares, os amigos que fazemos. Ando de bicicleta no meu dia a dia e como um esporte”, conta a pequena. Juntos, eles chegam a andar até 35 quilômetros por dia, em passeios diurnos e noturnos. 

“Infelizmente o trânsito ainda é muito perigoso para a gente. Semana passada estávamos na avenida Recife quando dois carros começaram a fazer um racha e aumentaram a velocidade do nosso lado, entrando inclusive na faixa azul. Foi assustador, colocaram nossas vidas em perigo”, lamenta Marryson. 

“A gente pede que o Estado reconheça a importância da bicicleta como um meio de transporte para os trabalhadores, como uma forma de praticar esporte e como um lazer. E garanta a nossa segurança, não somente no que diz respeito à segurança no trânsito, mas aos assaltos e furtos de bikes. Reivindicamos leis mais severas”, ressalta Fernanda. 

O percurso realizado pelo grupo na manhã deste domingo passou Cais José Estelita, retornando no Pina pelo viaduto Capitão Temudo, seguiu pela Agamenon Magalhães, Parque Amorim e avenida João de Barros, até chegar no Palácio Campo das Princesas.

Fonte: TV Jornal, Folha PE


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