Primeiro ônibus elétrico produzido inteiramente no Brasil vai ter Bateria Moura

O primeiro ônibus elétrico inteiramente produzido no Brasil vai contar com uma “mãozinha” pernambucana. É que o veículo será desenvolvido nos próximos meses através de uma parceria entre a Eletra, a Xalt Energy e o Grupo Moura. E, nesta parceria, o grupo pernambucano será o responsável por fornecer as baterias de lítio que permitirão que os ônibus rodem com eletricidade.

“As baterias de lítio desenvolvidas pela Moura e Xalt Energy são as responsáveis por tracionar os modelos, ou seja, colocá-los em movimento”, contou o diretor geral das divisões de lítio, logística e suprimentos do Grupo Moura, Fernando Castelão. Ele explicou que esse equipamento é produzido pela Xalt nos Estados Unidos, mas será adaptado ao mercado brasileiro no complexo fabril das Baterias Moura de Belo Jardim, no Agreste de Pernambuco. Logo depois, as baterias serão acopladas aos ônibus de tração elétrica fabricados pela Eletra em São Bernardo do Campo, São Paulo.

“Vamos avaliar o desempenho das baterias de acordo com nossas condições climáticas e a demanda por energia segundo o perfil de mobilidade das grandes cidades brasileiras”, informou Castelão, que não descarta a possibilidade de, no futuro, fazer toda a produção dessas baterias em Pernambuco. Afinal, a tendência é que o mercado automotivo nacional busque cada vez mais soluções elétricas nos próximos anos e o acordo firmado entre a Moura e a Xalt já prevê, além da importação inicial, a transferência de tecnologia das baterias. “Todo o investimento para uma futura produção será definido no momento oportuno. Mas é seguro analisar que a demanda de mercado sinaliza para a viabilidade de produção em período de até três anos”, afirmou o diretor do Grupo Moura.

A expectativa é que este plano realmente se concretize, pois a parceria entre a Moura, a Eletra e a Xalt promete entregar uma proposta tecnológica eficiente para o transporte dos grandes e médios centros urbanos brasileiros. Serão dois modelos de veículo coletivo: um ônibus elétrico e outro híbrido. E até o híbrido será tracionado apenas pelo motor elétrico, o que, segundo as empresas, vai permitir que o veículo consuma 28% menos combustível que os híbridos já existentes no mercado. O modelo ainda poderá operar no modo elétrico puro, com o motor-gerador desligado, por até 30 quilômetros.

Já o ônibus 100% elétrico poderá rodar até 200 quilômetros com uma única carga. A autonomia se justifica pelo sistema de frenagem regenerativa do veículo, que faz com que a energia que seria desperdiçada nas frenagens seja reaproveitada nas baterias, reduzindo em até 38% o consumo de energia do motor. Além disso, a estimativa é que os ônibus, assim como as baterias, tenham um tempo de vida útil de até 15 anos.
Mais detalhes como potência, capacidade, preço e até o design ainda não foram divulgados, mas devem ser liberados em breve. Afinal, a parceria, firmada há menos de um mês para viabilizar a produção nacional dos veículos, promete apresentar os novos ônibus elétrico e híbrido já em meados deste ano.

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Fonte: Wildes de Brito

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