Jogos Vorazes: Política de Belo Jardim

A política em Belo Jardim é uma caixinha sem surpresa. Tudo que ainda vai acontecer no cenário político local nós já sabemos há pelo menos 2 anos, é até engraçado. Os grupos políticos se reúnem, fazem pesquisas e mais pesquisas, jogam uma cortina de fumaça nos olhos da gente, fazem um segredo da moléstia pra no final dizerem as mesmas coisas, tudo aquilo que já estamos carecas e entediados de saber: está tudo do mesmo jeito, dizem eles, mas agora será diferente.

Nem bem acabou a eleição, a política já começou por aqui de novo. Os grupos já estão se mobilizando para escolherem seus ungidos, isto desde os tempos das cavernas. Mas calma, tudo é um grande e enigmático segredo; pra quê tanta pressa pra saber o que já é sabido por muitos e ignorado por todos? No tempo certo eles gritarão: habemuns papam (no velho português: “temos um papa”), e seu nome será gritado aos quatro cantos da terra do Bitury; eis o escolhido pra vocês em nome de nós mesmos.

E que comecem os jogos! Ah! Já começou faz tempo. Oxe! E quando terminou? Mas agora é pra valer de novo, teremos candidatos dá direita, da esquerda, do meio, de fora, de dentro, de riba e de baixo. É cada um por si e todos contra todos, e mais, o jogo só termina quando quem não perder, vencer a todos, é a lei da política, e nessa luta de classes – e nela, só um lado sabe fazer guerra-, o eleitor está mais por fora que bunda de índio, pelo menos, os do passado. Mas calma, a isso dou o nome de vertigem de liberdade. Sim, ainda.

Dr. Evandro Mauro (Advogado, psicanalista, e psicólogo em formação)

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